O Ministério Público da cidade suíça de Zurique abriu uma investigação criminal contra a brasileira Paula Oliveira, que alegou ter sido vítima de uma agressão neonazista. O relato da advogada provocou grande polêmica na imprensa brasileira, com direito a uma intervenção diplomática do ministério das Relações Exteriores, até que começaram a surgir dúvidas sobre os fatos.
Um comunicado do MP informa que a advogada de 26 anos é suspeita de enganar as autoridades judiciais. A brasileira, que recebeu assistência legal gratuita, não pode deixar o território suíço durante a investigação. A investigação sobre as acusações da brasileira prosseguirá separadamente.
Paula denunciou ter sido atacada em 9 de fevereiro por três neonazistas ao deixar uma estação de trens nas proximidades de Zurique, onde mora com o noivo. No ataque, segundo ela, os vândalos fizeram várias marcas no corpo dela com objetos cortantes e as agressões a fizeram sofrer o aborto das gêmeas que esperava, no terceiro mês de gestação. No entanto, exames médicos revelaram mais tarde que ela não estava grávida, segundo a polícia. Um especialista da polícia forense afirmou que a jovem pode ter praticado automutilação.
(Da France Presse)
Nenhum comentário:
Postar um comentário